domingo, 21 de abril de 2013

ADEUS PSD… OLÁ CASCAIS!



Ao fim de 30 anos de militância partidária activa, tendo desempenhado lugares de responsabilidade partidária e autárquica, vejo-me na necessidade de apresentar a minha demissão do PSD.
Não é segredo para ninguém, nas muitas linhas que tenho partilhado neste blogue, que me move uma enorme paixão por Cascais e que tenho uma opinião muito crítica à gestão autárquica imprimida por Carlos Carreiras em Cascais.
Poderia tomar uma atitude do tipo “quem boa cama fizer, nela se há-de deitar…” como diz o velho ditado, e esperar que a bronca se dê, que Carlos Carreiras ganhe as eleições e literalmente dê cabo de Cascais, com as suas fantasias, no decurso dos próximos 4 anos de mandato, para depois afirmar do alto da “minha cátedra” o quanto  eu tinha razão!
Mas para mim Cascais é demasiado importante para que eu fique bem com a minha consciência ao tomar uma atitude de desinteresse.
Para mim Cascais é mais importante que o PSD.
Nunca vi o Partido como um fim, antes um meio que pode permitir aos que gostam de política poderem trabalhar em prol da sua comunidade, seja ela local, regional ou nacional.
Desde sempre afirmei que não faz sentido alguém demitir-se de um Partido porque esteja temporariamente em desacordo com este ou aquele dirigente. A mudança de um Partido, pensava eu, faz-se estando lá dentro.
Enganei-me.
O PSD de Cascais, na forma que lhe foi dada por Carlos Carreiras, está blindado e é impossível de mudar enquanto o PSD for poder na autarquia.
Ficar neste PSD em Cascais é comprar o bilhete para me sentir envergonhado pelo trabalho que o “meu” Partido tem estado a fazer na autarquia de Cascais nestes dois últimos anos e se prepara para continuar a fazer por mais quatro anos, agora ao abrigo da legitimidade das eleições que se avizinham.
Por isto, embora me continue a sentir tão social democrata como no dia em que me filiei no PSD, vejo-me na necessidade de o abandonar.
Se quero lutar pela terra em que nasci, tenho que lutar fora do PSD, e ajudar a criar alternativas para que Carlos Carreiras não possa ser Presidente de Câmara.
O que se passa com o projecto Savelos em Carcavelos, o que se passa com o antigo Hotel Nau em Cascais, o que se passa com o Hotel Inglaterra ou com o Hotel Paris no Estoril são exemplos do que é a nova filosofia urbanística deste Presidente de Câmara, o que se passa com a Tratolixo e a gestão ambiental é uma boa demonstração da nova filosofia ambiental deste Presidente de Câmara, o que se passa com tanta festa e tanto espectáculo é uma boa demonstração do desrespeito que este Presidente de Câmara tem pelos impostos dos seus munícipes!
Cascais, a autarquia de Cascais, não aguenta mais 4 anos deste tipo de irresponsabilidade financeira imprimida pelos devaneios de Carlos Carreiras e pela incompetência de Nuno Piteira.
Há um véu de promessas, do Paraíso anunciado em Cascais, que os munícipes vão perceber que não passam de mentiras.
Os Paquetes, as universidades, não passam de uma aldrabice pegada. Só que depois das eleições será tarde para perceber o logro…
Por não querer continuar neste pé fora outro dentro, saio do PSD para poder continuar a lutar por Cascais com toda a liberdade que não prescindo de exercer.
Adeus PSD…
Olá Cascais!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

VIVA CASCAIS, MAS… CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!


Viver Cascais foi o nome da coligação encabeçada por António Capucho, com PSD CDS e alguns representantes de movimentos cívicos, que em 2002 ganhou inequivocamente as eleições autárquicas em Cascais e trouxe a seriedade, a verticalidade e um projecto a pensar no futuro de Cascais e das pessoas que ali vivem e trabalham.
Eu tive a honra de fazer parte do grupo que ajudou a tornar realidade este virar de página em Cascais.
Foram 4 anos de mandato a sério, com obras municipais, escolas, infra-estruturas desportivas, culturais e sociais, uma revolução ao nível da política ambiental do município.
António Capucho foi e será uma referência para todos os que acreditaram no projecto e de alguma forma tiveram a oportunidade de apoiar a sua execução.
Que saudades!
Em 2006 a Coligação mudou de nome: Viva Cascais.
A revolução estava iniciada e ficava o convite para viver Cascais. Mas, o novo executivo enfermava de um problema grave: como numa capoeira, despontava um segundo galo sempre a querer usurpar o poleiro…
A chegada de Carlos Carreiras ao executivo de Cascais veio a mostrar-se fatídico para o projecto, para o PSD e para Cascais. Pior do que isso, foram tantas as tropelias, tantos os boys, tantas as decisões enviesadas, tantas perseguições e ajustes de contas que uma boa parte dos militantes do PSD e apoiantes da coligação deixaram de se rever neste projecto.
Até António Capucho se fartou e saiu batendo a porta.
O PSD Cascais é hoje dominado a partir dos militantes que são funcionários ou assessores da Câmara ou das Empresas Municipais o que, como se compreende, faz com que a carteira fale mais alto que a lógica, a política ou os interesses dos munícipes!
Para as próximas eleições Carlos Carreiras prepara uma espécie de passe de mágica que é profundamente grotesco.
A coligação, ao que parece passa a chamar-se de “Movimento”! Não passa de uma coligação, suportada por dois partidos, mas chama-se Movimento…
Porquê?
Porque Carlos Carreiras continua a acreditar que é manifestamente mais esperto que os restantes mortais que votam em Cascais.
Não é segredo que um vasto conjunto de pessoas, eleitores em Cascais, se fartaram das respostas dadas pelos Partidos Políticos.
Também a situação a nível nacional não ajuda, e é expectável que os Partidos da Coligação Viva Cascais venham a pagar nas urnas o efeito desse desgaste.
Mas os exemplos que nos chegam todos os dias da Câmara de Cascais, com as diatribes de Carlos Carreiras, qual Berlusconi de Cascais, os seus acessos de esperteza saloia polvilhada de má criação, com as patetices que os seus vereadores de mão, Miguel Luz e Nuno Piteira e a horda de assalariados do PSD  vão fazendo, têm empurrado um número crescente de cidadãos para fora da lógica partidária.
Essa a principal razão do aparecimento de vários movimentos em Cascais, que se afirmam numa lógica anti-partidária.
Ora como se combate a deserção do voto dos Partidos para os movimentos que se preparam para ir também a votos?
Carlos Carreiras inventou a solução – transformar a Coligação Viva Cascais num “movimento”, fingindo que a adesão “espontânea” de munícipes pode branquear ou escamotear o apoio partidário que dirige a sua candidatura.
Ou seja, Carlos Carreiras assume que a solução é fazer aquilo que melhor sabe executar – a trapaça!
Os “Manueis de Oliveira” da Coligação Viva Cascais (ou como agora é chamada Movimento…) bem se podem esmerar em editar filmes atrás de filmes com os contributos dos cidadãos mais ou menos desconhecidos a gritar apoios ao Movimento.
Por mais que seja apelidado de Movimento, a Coligação Viva Cascais não é mais do que uma coligação do PSD de Carlos Carreiras e do CDS.
Embora Carlos Carreiras e os seus mais próximos colaboradores achem que sim, o eleitor comum já não vai assim em cantigas…
A verdade é um conceito tão dificil para Carlos Carreiras!...