terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

GRÁTIS? NEM ALMOÇOS NEM OBRAS...

Quando vi agendado para a reunião de Câmara de Cascais a discussão do projecto da entrada de Cascais fiquei com muita curiosidade com a forma como ia ser resolvido aquele nó de nível que engarrafa diariamente o trânsito automóvel à entrada de Cascais e qual o preço urbanístico a pagar pela melhoria a implementar.
Todos sabemos que nem os almoços nem as obras são grátis.
Aliás, empreiteiros são conhecidos por terem mentalidade de talho: estão sempre disponíveis por trocar um chouriço com quem lhes der uma vara de porcos!
Logo apareceu nas redes sociais um filme que, com pompa e circunstância, anunciava o novo e “extraordinário” projecto da nova entrada nascente de Cascais
Confesso a minha tristeza e a minha revolta com o que vi!
Afinal o novo projecto, pressupõe alterações significativas no quarteirão onde está o Jumbo, mas sobre a capa insidiosa de uma pseudo zona ajardinada vem mais uma remessa de betão!
E, cereja em cima do bolo, o nó fica na mesma!
Há um “ganho” de facto – enquanto estamos nas filas para entrar em Cascais passamos a olhar para uns edifícios com cobertura verde em vez de olharmos para o parque de estacionamento do Jumbo!...
E o nó desnivelado?
Não há.
Esta é uma história recorrente.
Quando José Luís Judas licenciou o Titanic ou o Cascais Vila, como preferirem, mandou para o lixo o projecto que existia para desnivelar o nó com a Avenida de Sintra e dessa forma poupou umas massas valentes aos promotores do Centro Comercial!
Como eu referi, almoços grátis não há, mas pode haver uns “descontos” nas obras…
Agora Carreiras volta a fazer um favor, ao estilo de Judas, e deixa que os promotores facturem valentemente e os munícipes de Cascais que se lixem!
Poderia ter a tentação de dizer que Carreiras é igual a Judas.
Mas não.
Carreiras é bem pior!
Carreiras sabe que a entrada de Cascais tal como está não serve os interesses de Cascais e das suas gentes, dos seus munícipes, das pessoas que a custo mantêm os seus negócios a definhar no centro de Cascais.
Carreiras sabe que aquele nó precisa de ser desnivelado mas está-se nas tintas.
Quem ouviu Carreiras falar de Judas, de o acusar de tudo e mais um par de botas, é pena que não o relembre agora e o faça esbarrar na hipocrisia do discurso que insiste em fazer, travestido de “defensor dos homens e mulheres de Cascais”.
Depois do que fez com Carcavelos, vem agora a entrada de Cascais.
O betão, sempre o betão.

Carlos Carreiras não passa de um farsante!

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