domingo, 6 de agosto de 2017

E A SEGURANÇA?

Nos últimos tempos a situação catastrófica vivida em Pedrógão Grande voltou a colocar a Segurança no centro da atenção pública.
E temos muito caminho a percorrer para colocar a Segurança no nível aceitável.
A Segurança vive de meios de minimização e de combate em caso de catástrofe ou acidente grave e de medidas de prevenção.
Pode-se afirmar que ao nível dos meios de combate não estamos mal mas ao nível da prevenção deixamos muito a desejar!
Esta situação deve-se a anos de política rasca, de caça ao voto e de pouca consciência do que é o papel de zelar pelos interesses da população que legitima os eleitos nas sucessivas eleições.
Ninguém vai inaugurar uma faixa de contenção de incêndio mas inaugurar um carro de bombeiros até garrafa de champanhe dá direito!
Neste caso, para se ser justo, o problema da insensibilidade ao problema não é um exclusivo de Cascais, é um problema infelizmente geral.
Mas gostava de assistir a uma profunda alteração na forma de tratar este problema e gostava muito de ver Cascais a ser um exemplo bom disso mesmo.
Mas não é. Cascais é igualzinho aos outros.
As Câmaras têm um conjunto de competências de planeamento, licenciamento e fiscalização que podiam ser determinantes na melhoria significativa de uma política de segurança.
Outras competências estão na mão do governo. Mas não devem as autarquias assumir um papel reivindicativo junto da administração central exigindo publicamente a execução de boas práticas em Segurança?
Gostava de ver Cascais com a mesma genica com que se apressa a resolver problemas do MAI (conclusão do edifício da PSP de Cascais) ou do Ministério da Saúde (aquisição do Hospital José Almeida) exigir que o Ministério do Ambiente trate de urgentemente consolidar as arribas na zona da Guia e da Boca do Inferno ou na Praia da Parede.
A não execução de obras de consolidação das arribas entre a Guia e a Boca do Inferno ainda vai acabar por provocar uma tragédia num dia que um ou mais autocarros carregados de turistas vier parar ao mar por deslizamento de parte da estrada!

Cascais, em caso de sismo, pode vir a sofrer graves consequências. O mesmo é válido em caso de Tsunami. As zonas de Carcavelos, Cascais e Estoril serão seriamente afetadas em caso de Tsunami. E que medidas vemos a Câmara tomar? Bom, pelo menos assistimos neste último mandato ao esforço de Carlos Carreiras em conseguir aprovar uma urbanização em Carcavelos Sul com 900 fogos e à instalação de uma Universidade na mesma zona…
“Uma excelente e conscienciosa medida preventiva”…
Com estas duas medidas Carreiras acrescentou mais 6 ou 7 mil eventuais vítimas!
A Câmara de Cascais não analisa nenhum projeto de estruturas de edifícios nem o cálculo anti sísmico! De forma cómoda passa essa responsabilidade para o projetista e aceita como bom o projeto realizado.
Depois, durante a construção, a maior parte das vezes não fiscaliza se a estrutura construída está de acordo com o projeto!
Esta atitude numa entidade licenciadora e fiscalizadora pode até ter contornos criminosos por omissão!
Moral da história, como habitualmente o projetista e a empresa construtora não são os futuros habitantes das habitações construídas, quem se trama é quem compra gato por lebre sem que a Câmara tenha atuado como entidade garante de boa e correta execução!
Resta pois reconhecer que em caso de sismo e consequente colapso do edifício os habitantes que sobreviverem poderão sempre pedir responsabilidades aos projetistas e às empresas construtoras… No meu ponto de vista é um passa responsabilidades inaceitável!
As Festas do Mar são um exemplo acabado de irresponsabilidade na garantia da segurança de todos os visitantes e assistentes aos vários concertos na esplanada frente ao Hotel Baía.
Qualquer acontecimento imprevisto que cause alarmismo na população ali presente, sem linha de fuga definidas e com capacidade para escoar tanta gente, vai ser uma catástrofe! No dia em que acontecer (e esperemos que não aconteça!) com que cara aparecerá Carlos Carreiras? Mais uma vez virá dizer que a culpa é da oposição?
Diz o velho ditado que “só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja”!
O problema é que estamos a falar de vidas, vidas que se podem perder ou que se podem salvar!

Gostava de ver Cascais por uma vez lutar por um top que interessa à sua comunidade: O Top da SEGURANÇA!

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